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Como me tornei especialista em Analytics

Comecei a minha carreira com internet como designer, ainda na faculdade, mas queria ser menos criativo e mais analítico, então comecei a estudar outras formas de atuação, dentre elas o SEO (search engine optimization), que lá em meados de 2008/2009 ainda era uma novidade no Brasil.

Primeira agência, uma escola

Tive a oportunidade de iniciar minha carreira formal em SEO já como Supervisor de projetos de SEO na agência Cadastra, uma das pioneiras em search marketing no Brasil. Atendia entre 4 e 6 clientes simultaneamente, o que exigia de mim alguma habilidade com Google Analytics para poder interpretar os resultados do meu trabalho e justificar os nossos esforços aos clientes.

Conforme sentia na pele alguns desafios e questionamentos sobre os resultados, buscava conhecimento sobre como extrair tais dados do Google Analytics. Inicialmente contava com o apoio de colegas mais graduados e que eram referência em GA na agência, como Anderson Almeida e Caio Tozzini.

Aos poucos, estes colegas mudaram de emprego e ficamos, por um bom tempo, sem uma referência na área, sem ter aquela pessoa que a gente recorre sempre que tem uma dúvida. E à medida que as novas dúvidas surgiam, cada vez mais avançadas, precisava pesquisar por conta própria uma forma de análise ou solução para um tagueamento.

Eu tinha o costume de estudar algo novo todas as sextas-feiras à tarde. Reservava algumas horas na agenda para ler um novo post, assistir a um vídeo, ou fazer algum teste, tanto em SEO, quanto em Analytics. Como eu era um dos poucos integrantes do time naquela época com a capacidade de ler artigos e assistir vídeos em inglês, aceitei a sugestão do meu chefe (e referência na área de SEO) Erick Formaggio, de enviar um resumo dos meus estudos, em português, para os meus colegas. Tal prática me ajudou a ganhar visibilidade na agência pelo domínio do idioma e de novidades nas áreas de SEO e Analytics.

Primeiro livro de Analytics

Cheio de gana por aprender mais, pedi uma sugestão de leitura para outra grande referência dentro da Cadastra, Gustavo Bacchin, na época diretor de operações, e que tinha uma presença muito próxima dos times de operação, com larga experiência em SEO e Analytics, tinha inclusive certificação GAIQ já na época.

Ele me apresentou o livro Advanced Web Metrics with Google Analytics, escrito por Brian Clifton.

Esse livro era bom demais! Hoje em dia já está bastante desatualizado pois a interface e a tag mudaram bastante. Mas na época que li era ótimo. Ganhei muito conhecimento técnico e entendimento da lógica do Google Analytics, o que me preparou para poder interpretar as necessidades de clientes e propor a solução mais apropriada do Google Analytics.

Após esta leitura, fiz alguns simulados para me preparar para a certificação GAIQ (Google Analytics Individual Qualification), mas nunca tive coragem de fazer o exame porque custava, na época, 50 dólares.

Tudo corria muito bem, eu me via preenchendo essa lacuna de Analytics que havia na agência em um futuro bem próximo, até que fui demitido!

Uma demissão nunca é fácil, muito menos agradável. O gosto é amargo. Mas depois de um tempo você olha para trás, liga os pontos, e percebe que as coisas acontecem da forma certa e na hora certa.

Trabalhar em agência era bom demais, clima agradável, tudo lindo e colorido, muitos clientes e segmentos diferentes, foi a melhor escola que eu poderia ter tido, com os melhores mestres. Mas para o próximo passo eu queria um pouco mais de especialização.

Como a maioria dos meus clientes eram do varejo, e-commerce, pensei em trabalhar como analista de SEO e Analytics dentro de um e-commerce. Seria perfeito, pois além de me permitir ganhar experiência em apenas um segmento de mercado focado, traria também a vivência corporativa, que muito diferente de uma agência.

Experiência dentro de e-commerce

Definido o foco, o mundo girou, e em poucas semanas eu iniciava como novo colaborador do e-commerce das lojas Renner. E-commerce, moda, SEO, Analytics. Tudo alinhado!

Meu propósito de atuar nas entranhas da corporação funcionou. Atuava junto da gestão, da TI, do Marketing, dos times de Produto/Compras, conheci sobre logística, atendimento, e fazia a frente com fornecedores, como agências digitais, plataforma de e-commerce, e mais.

A experiência foi encantadora, altamente construtiva para meus objetivos profissionais, mas algumas práticas culturais da empresa não combinavam muito com os meus valores pessoais, e após 1 ano de muita troca de experiências, pedi pra sair para poder dar o próximo passo: nadar sozinho em alto mar.

Após passar por agência e e-commerce e conhecer as barreiras específicas de cada tipo de negócio, decidi atuar como consultor nestas áreas para colocar em prática SEO e Analytics da maneira que eu acreditava ser a ideal e ajudar outras empresas a atingir seus resultados na internet.

Empreendendo em Analytics

A ideia de frequentar ambientes de empresas diferentes como consultor e poder interagir com quem “põe a mão na massa” soava muito interessante (e de fato é). Aliás, um dos maiores desafios que sempre tivemos atuando como SEO foi conquistar o engajamento do cliente para implementar as recomendações técnicas e estratégicas do projeto, pois por melhor que seja o profissional de SEO, se o cliente não implementar as recomendações, não terá resultado. Acredito que esse sempre foi o maior diferencial da Lume, desde o início: estar próxima do cliente, participativa na operação, para ajudar a fazer o resultado acontecer.

Ali nascia a Lume! No seu primeiro ano ainda sem uma marca definida, atuando apenas como “Anderson Fagundes”, consultor em SEO e Analytics. Um ano depois da sua fundação, meu bom parceiro Cristian Magalhães se uniu à causa, agregando larga experiência em BI (Business Intelligence), formação de time e processos. Agora sim, nascia a marca Lume, propriamente dita.

Quando o cliente é seu, diretamente, a pressão também é só sua. E nós mesmos nos pressionamos para gerar boas análises, melhores estratégias e atingir as metas junto dos nossos clientes. Principalmente atuando com pequenas empresas, onde o orçamento é bastante justo, sem margem para erros.

Nesta etapa, minhas fontes para ampliar o conhecimento eram os posts do Avinash Kaushik no seu blog Occam’ s Razor , na época o maior evangelizador de Analytics do Google. Cada post do Avinah demorava em torno de 2 dias para ler, esse cara escreve bíblias.

Começava a dar os primeiros passos com Google Tag Manager, nesta época, a ferramenta dos Deuses. Deixar de depender de fluxo de desenvolvimento para instalação e atualização de tags permitiu outra dinâmica no mercado de analytics, com muito mais agilidade e inovação. O Papa nesta área para mim sempre foi o Simo Ahava, por eu não ter profundos conhecimentos em javaScript, as soluções do Simo sempre eram as mais didáticas, mais avançadas e, com todo o mérito, as melhores posicionadas no Google.

Com GTM na mão, montamos um blog e um e-commerce para realizar testes e lá brincávamos com tudo o que aprendíamos. Colocar em prática é muito importante para memorizar o aprendizado e descobrir aqueles probleminhas que na teoria ninguém conhece. E assim foi com Google Tag Manager, Enhanced Ecommerce (tag de e-commerce aprimorada), e cada nova funcionalidade do Google Analytics.

Reunindo experiência na área nós passamos mais segurança, para vender e para executar as soluções, pois cada projeto traz um desafio diferente. Já assumimos alguns desafios que, no meio do caminho, batia um desespero, pois após várias soluções testadas ainda não havíamos conseguido ter êxito. Vem sempre aquele pensamento: “não devia ter pêgo essa bucha”. Mas com perseverança e muitos testes (mas muitos mesmo), sempre conseguimos encontrar as soluções. E passar por isso nos deixa mais confiantes de que fazemos um bom trabalho e que podemos evoluir ainda mais assumindo desafios maiores.

O que você precisa para se tornar um especialista também

Estudar sem parar!

Em primeiro lugar, estudar sempre! Tudo muda muito rápido: novos relatórios, atualização de tags, novas tecnologias, etc. Precisa testar tudo.

Teoria e lógica

Nem todo mundo gosta de teoria, de ler a documentação das ferramentas, mas é muito importante entender a lógica por trás do seu funcionamento e seus conceitos mais fundamentais, pois só assim você terá a capacidade para decupar um problema e sugerir uma solução aplicando a lógica correta das ferramentas.

Seja técnico também

É importante saber instalar e configurar as ferramentas, mesmo que você faça apenas uso dela para extrair análises, pois à medida que você aprofunda suas análises, sente a necessidade de outras visões mais aprimoradas, e possivelmente terá que ampliar seu tagueamento.

Além disso, para demandar uma tarefa para outra pessoa é importante você saber especificar bem o resultado esperado e homologar a implementação.

Configurações podem distorcer seus dados, então saiba bem o que você está fazendo!

Dominar a ferramenta

Domine a ferramenta! Conhecendo muito bem os relatórios do GA, por exemplo, você sempre saberá onde encontrar a resposta para o que você precisa.

Coloque em prática todo o processo

Acima de tudo, existe um processo antes de chegar no GA. Você precisa definir quais indicadores são importantes para o seu negócio, para não se perder em meio à tantos dados. Entender qual o objetivo do seu site, o que você espera que seus usuários realizem nele, definir suas metas (objetivos quantificados), e transformar isso em indicadores (KPIs), é primordial antes mesmo de mexer no GA.

Este é o fluxo de trabalho que nós executamos na Lume e que ensinamos no Curso Completo em Google Analytics:

Processo de Analytics - Lume
Etapas do processo de Analytics

Como você pôde ver, leva tempo para adquirir experiência em uma área e se especializar nela. Fique à vontade para comentar um pouco da sua história aqui também. Sempre esperamos poder contribuir com o mercado.