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SEO como estratégia de Branding

A Lume esteve presente na Opcon 2021 com a palestra “SEO como estratégia de Branding”. A apresentação foi feita com base num estudo construído pelo CEO da Lume, Anderson Fagundes, em parceria com o Gustavo Mini, Head de Estratégia da DZ Estúdio.

Para quem não conseguiu acompanhar o evento ou ficou curioso em saber mais sobre como esses dois universos se complementam, disponibilizamos, abaixo, o estudo na íntegra. E caso você queira assistir a palestra completa, é só apertar o play. 👇

SEO como estratégia de Branding 

O conceito de marca extraído do livro "The brand gap" diz que, em tradução livre, "uma marca é a intuição que as pessoas têm sobre um produto, serviço ou organização". Que a marca é aquilo que as pessoas dizem a seu respeito, e não o que a própria empresa diz sobre si mesma.

Uma marca está melhor definida a partir da percepção que o público tem dela, do que sobre a sua intenção de ser. Então, além das ações construídas pela empresa em toda a sua atuação, é preciso avaliar o impacto destas ações na percepção e interpretação do público.

Esta relação demanda dois momentos cruciais: a confiabilidade da marca antes de iniciar o relacionamento, e a satisfação do consumidor após o consumo para alimentar novamente o ciclo de relacionamento com a marca.

Branding é o ato ou ação de promover uma marca, algo que os profissionais das áreas de  negócios, marketing e publicidade estão bastante acostumados. Existem diversas técnicas para promover uma marca nos meios digitais, cujo objetivo é diferenciar um produto ou serviço dos seus concorrentes, além de criar uma impressão na mente do consumidor.

Desde a ascensão das mídias digitais, passamos a adotar o objetivo de "performance" nas ações de comunicação porque a internet nos permite medir e otimizar todo e qualquer esforço. Mas acabamos viciados em práticas de performance e foco em ROI (retorno sobre o investimento) e perdemos a noção da importância de construir uma marca forte no mercado, o que também é mais difícil de ser mensurado diretamente.

Dentre os benefícios de uma marca forte, podemos citar:

  • Uma empresa mais protegida contra as flutuações constantes do mercado; 
  • Protegida contra a enorme competição e variedade de produtos e serviços com pouca diferenciação entre si; 
  • Incrementar a satisfação e lealdade dos consumidores;
  • Reduzir a sensibilidade do público ao preço;
  • Reduzir também a resistência dos usuários no momento da conversão.

Nós acreditamos que SEO também pode agregar ao posicionamento e à percepção de valor de uma marca, e deve ser visto desta forma na construção de uma estratégia de otimização para resultados orgânicos nos mecanismos de busca.

Brand awareness

O conhecimento de marca (brand awareness) está relacionado às funções da identidade da marca na memória dos consumidores e pode ser medido por quão bem os consumidores conseguem identificar a marca em diferentes condições. 

O processo de conhecimento de marca consiste em duas etapas distintas: 

  • A lembrança de marca (brand recall), que é a capacidade dos usuários em guardar na memória o nome da marca e os sentimentos que ela promove.
  • O reconhecimento de marca (brand recognition), que envolve a capacidade de reconhecer elementos ou símbolos que remetem à marca.

O conhecimento de marca não consiste apenas em ela ser citada literalmente pelo consumidor, consiste principalmente na percepção de valor e qualidade que os usuários têm sobre ela. Portanto, é um fator bastante subjetivo.

Para construir este registro na lembrança dos usuários, as marcas procuram focar na satisfação dos usuários e na publicidade para tornarem-se mais amplamente conhecidas. As marcas mais lembradas (top of mind) são as que vêm mais facilmente à lembrança dos consumidores e que mais comumente são consideradas durante o processo de compra.

Os esforços de branding, ou de gestão da marca (brand management) envolvem ações que visam gerenciar como a marca é percebida pelo mercado, o quanto ela é lembrada, considerada, consumida, como os consumidores se relacionam com a marca pré e pós compra e o que eles falam dela nos seus canais de comunicação espontânea, como as redes sociais.

Esta gestão envolve diversos ativos, como o próprio produto ou serviço, design, preço, embalagem, distribuição, propaganda, entre outros, tangíveis e intangíveis, promovidos através do relacionamento com o mercado. Esses ativos visam impactar a habilidade do consumidor em reconhecer e lembrar de uma marca, o que é imprescindível no processo de tomada de decisão de compra. 

Jornada de decisão de compra

Existe um processo que descreve a jornada dos consumidores na hora de decidir pela compra de um produto ou serviço. Esta jornada é o caminho que cada consumidor percorre desde o momento em que ele percebe um problema ou necessidade, procura pela solução e escolhe entre as diversas opções disponíveis, até como ele se relaciona com a marca após a compra.

Nesta jornada, é comum que os usuários interajam com a marca por meio dos seus diversos canais de comunicação e distribuição. A eficiência da gestão de marca encontra-se no correto posicionamento dela, no canal certo e no momento certo da jornada do consumidor.

Awareness: conhecimento

A jornada se inicia no momento em que o usuário percebe que tem um problema ou necessidade, seja através da sua própria percepção no dia-a-dia, ou após ser impactado pelo anúncio de algum produto ou serviço na mídia que desperte o seu desejo.

Neste momento, o usuário passa a "estar no mercado" em busca de um produto, serviço ou experiência e iniciam-se os primeiros contatos com as marcas.

Este problema ou necessidade pode se dar a partir dos seguintes fatores:

  • Seu produto acabou;
  • É um produto de compra recorrente;
  • O cliente está insatisfeito com o que possui;
  • O cliente tem novas necessidades ou desejos;
  • Um produto atual desperta a necessidade para outro complementar;
  • Lançamento de novos produtos;
  • O cliente foi influenciado pela publicidade e ficou interessado em adquirir um novo produto.

As mídias que influenciam mais o usuário nesta fase são as mídias mais massivas, aquelas através das quais a mensagem é emitida com pouca segmentação de público, como rádio, televisão, jornais, assessorias de imprensa, matérias em veículos digitais ou mídia digital não segmentada.

SEO na etapa de Awareness

Em SEO, podemos classificar como uma etapa de conhecimento do problema ou de marca quando o usuário pesquisa no Google por palavras de cunho informacional ou educacional, ainda sem definir nenhuma marca no seu termo de busca.

São termos genéricos e não transacionais. Estas palavras-chave genéricas, em geral, apresentam grandes volumes de buscas, assim como grande concorrência também. Muitas vezes a concorrência se dá exatamente pela tentação do volume de buscas, quando as empresas desejam se posicionar por estes termos para gerar o maior volume de tráfego possível.

Porém, por serem termos genéricos, estes escondem diferentes intenções de busca, que podem ser bastante contrastantes entre si. Isso dificulta o planejamento do conteúdo e da landing page porque precisa contemplar diferentes necessidades e expectativas no mesmo lugar. 

Estes conteúdos precisam ser ou muito extensos, ou divididos em uma grande quantidade de páginas. Também são classificados como "topo de funil" dentro da metodologia de inbound marketing, que define esta mesma etapa como mais inicial na jornada de compra.

Nos dias de hoje, também é muito comum que os usuários façam perguntas aos mecanismos de busca, expressando literalmente as suas dúvidas em forma de interrogação e esperando por uma resposta direta e relevante para elas.

A otimização focada no "resultado zero" (zero-click search) do Google pode contribuir muito para construir brand awareness. Desta forma, a sua marca estará impressa no topo dos resultados orgânicos do Google, entregando uma resposta relevante para a sua pesquisa, mesmo que não gere cliques para o site. 

De fato, esse formato nem sempre gera o clique para o site, porém a sua posição de destaque e o objetivo do Google através deste tipo de resultado é reduzir o número de cliques e etapas que o usuário precisa dar para chegar na informação que ele precisa.

Resultado zero, ou zero-click search.

Durante a pesquisa de palavras-chave, pode-se classificar cada palavra de acordo com as cinco etapas da jornada de compra, pois cada etapa demandará uma estratégia diferente de landing page e conteúdo. 

Após fazer essa classificação, as palavras-chave e conteúdos destinados à etapa de awareness precisam ser bastante informativos, educacionais e abrangentes.

Consideration: consideração

Nesta etapa, além do consumidor reconhecer que tem um problema ou necessidade, ele considera alguma solução para isso. Ainda trata-se de uma busca por educação e informação, porém dirigida não mais a entender o seu problema, mas sim a pesquisar as soluções disponíveis no mercado e que possam resolver este problema, fazer comparações, analisar avaliações de outros consumidores e justificar as suas possíveis objeções.

A partir da etapa de consideração, os usuários já começam a ter os primeiros contatos com as marcas, os seus produtos e os seus serviços. O usuário encontra essas informações através de canais mais segmentados, como os próprios sites das empresas, blogs, FAQ, reviews, matérias em veículos especializados em algum segmento, newsletter e e-mail marketing, redes sociais, comparadores de preço, marketplaces, mídias digitais como display ou ainda ações de remarketing.

A etapa de consideração é a sua chance para se destacar da multidão com um bom conteúdo e criatividade.

SEO na etapa de Consideração

As buscas no Google também representam esta pesquisa por soluções, detalhes técnicos, comparações, avaliações e dúvidas mais voltadas à solução. É comum  encontrar, nesta etapa, palavras-chave que contenham termos como "melhor", "barato", "comparação", "vs" (versus), "review", "alternativa para", entre outros.

O conteúdo precisa conversar com os usuários conectando-se com a sua necessidade. É neste momento que Snippets (title + descriptions) bem redigidos e que conversam com as principais dores dos usuários, podem atrair a atenção para que ele clique nos seus resultados.

As landing pages precisam entregar o conteúdo prometido nos snippets de maneira bem estruturada, para privilegiar a navegação do usuário ao longo do conteúdo, enquanto este busca as principais informações para embasar a sua decisão. Links e CTAs (call-to-actions) para páginas de FAQ e tabelas comparativas podem ajudar nesta etapa, além da própria pesquisa interna do site, opções de trial do produto e vídeos tutoriais, quando disponíveis.

Tanto o conteúdo, quanto a estrutura técnica e de navegação, devem ser orientados a ajudar o usuário a tomar a sua decisão de compra.

Purchase: decisão da compra

Nesta etapa, o usuário já avaliou todas as informações em suas mãos para definir qual produto ou serviço será a solução para o seu problema, mas pode ainda definir qual será a marca a prover esta solução.

Estes usuários agora utilizam o site da empresa, loja física, call-center ou o seu e-commerce para avaliar os detalhes finais da compra. A decisão em questão não é mais a solução em si, mas a confiabilidade da marca e a experiência de contato com os assets da marca.

Atributos como o preço e prazo de entrega podem ser determinantes neste momento, bem como o uso de sites de comparativo de preço ou marketplaces que podem ser grandes aliados do usuário nesta etapa. Mais recentemente, programas de fidelidade e cashback têm sido adotados pelo mercado e pelos consumidores, podendo contar pontos na decisão.

A localização geográfica também ganha bastante peso no momento da compra, pois pode influenciar em custo de frete e prazo de entrega, ou, em casos de produtos físicos, há consumidores que preferem ver ou testar pessoalmente antes de realizar a compra. A segmentação por localização pode ajudar bastante a concentrar esforços quando a sua marca possui abrangência restrita.

Em relação a canais, os mesmos utilizados nas etapas anteriores da jornada podem ser buscados novamente, e para isso os mecanismos de busca, especialmente o Google, são amplamente utilizados. Anúncios do tipo Shopping, que exibem produto e preço já linkados à página de compra nos e-commerces, podem desempenhar um excelente papel nesta etapa, já que o veículo Google Shopping funciona como um comparador de preços.

Quando a marca não possui um grande awareness ou uma percebida imagem de qualidade no mercado, algumas estratégias podem ser utilizadas como gatilhos mentais para estimular a compra. Por exemplo: alguns gatilhos estimulam a ação através de atributos psicológicos positivos, como reunir provas sociais da sua marca ou produto, exclusividade, reciprocidade ou novidade, enquanto outros gatilhos estimulam os usuários por atributos psicológicos negativos, como escassez, urgência, aversão a perda ou inimigo comum, apenas como alguns exemplos, gerando um certo estresse no usuário.

A experiência com a marca nesta etapa é determinante, tanto no fator psicossocial que a imagem de marca representa, como na experiência de uso dos ativos da marca no momento da compra.

Serviços de avaliação dos clientes na internet, como o Reclame Aqui, por exemplo, são importantes de serem monitorados, pois são amplamente utilizados por usuários nestas últimas validações sobre a marca ou produto antes de clicar em comprar. 

Após toda a validação relacionada à marca, a experiência de uso das interfaces tem um papel essencial. De forma simples e prática, sites ou aplicativos que demoram a carregar, que não exibem as informações de maneira clara e concisa ou que apresentam erros no momento da compra, acabam por levar o usuário à desistência e, possivelmente, a recorrer aos concorrentes.

SEO na etapa de Compra

A intenção de compra é muito clara através das palavras-chave que contém "comprar", "preço", "barato", "desconto", "onde comprar", "melhor (produto)", entre outros termos que expressam fortemente um interesse em comprar um produto ou contratar um serviço.

O usuário neste momento de compra precisa de apenas um último empurrãozinho para comprar. Nesta etapa conta e muito a confiabilidade da marca e a satisfação com experiências de compras anteriores, se houver. Além disso, a experiência de uso também pode determinar a compra ou a desistência. Recentemente, o Google tem apostado bastante em práticas de otimização como o Core Web Vitals para garantir que a experiência de uso das interfaces seja excelente em, pelo menos, 75% dos casos.

As landing pages devem ser precisas. Layout agradável, que inspire confiança, em linha com os padrões visuais da marca, estrutura de conteúdo e navegação impecáveis e o conteúdo completo, claro e fácil de consumir, contemplando todos os últimos detalhes que são considerados na etapa de compra e as objeções mais conhecidas.

Algumas boas práticas para o conteúdo de conversão:

  • Snippets usando call-to-action clara de compra, utilizando os verbos mais adequados para descrever a ação dos usuários na página;
  • Conteúdo persuasivo atentando para trials, bônus, FAQ, política de devolução, atendimento ao cliente, testemunhos ou avaliações de clientes, prós e contras;
  • Lista clara de todos os benefícios e diferenciais do seu produto, serviço e marca;
  • Processo de checkout simples e rápido.

Retention: retenção de clientes

Se você acredita que a jornada termina após a compra, você pode estar deixando muito dinheiro na mesa. Muito esforço e dinheiro foram despendidos até você convencer um usuário a comprar a sua marca, mas agora que ele já teve uma experiência com ela, que você já tem dados sobre os seus consumidores, como você usa isso para estimular a recompra a custos baixíssimos para a sua operação? Sim, esta etapa é extremamente subestimada no mercado.

A primeira ação recomendada no pós-compra é solicitar um feedback aos seus clientes, buscando avaliar a sua satisfação com o produto ou serviço, com o processo de compra e com a marca em geral. Com esta ação é possível constatar melhorias no processo ou atributos do seu produto ou marca que podem ser melhorados. A satisfação dos usuários é determinante para que eles voltem a comprar o seu produto no futuro.

A satisfação com a compra de cada cliente vai somar ou subtrair da sua imagem de marca. A construção de uma marca forte e de valor não passa apenas pela forma como a marca ou produto é anunciado nas mídias. O consumo do produto ou serviço é a validação real de todas as promessas e expectativas criadas antes da compra e agora ela precisa ser confirmada para sustentar o valor da marca.

A habilidade em lidar com clientes insatisfeitos é outro atributo de marcas de alto valor. Nem todos os clientes são fãs incondicionais da marca, muitos deles têm as suas expectativas frustradas de diversas formas, mas isso não representa o fim de uma relação, desde que a marca consiga corrigir essa impressão negativa rapidamente e sem consumir muita energia do seu cliente. 

Ações como devolução, reembolso, acesso fácil ao suporte técnico ou garantia podem facilitar a correção desta experiência.

Os principais canais utilizados nesta etapa podem ser o site da empresa, blog e conteúdos de FAQ para aqueles que buscam mais detalhes sobre o produto recém comprado, além de acesso a dicas, tutoriais ou até acessórios e produtos complementares. Outros canais como comunidades e programas de fidelidade também podem ser grandes indicativos de potenciais advogados da marca. Além disso, as comunidades podem ser excelentes recursos para nutrir usuários com mais conteúdo, além de ser uma troca honesta de clientes para clientes.

É válido o destaque para ações de e-mail marketing com o objetivo de nutrir os clientes e manter um canal de comunicação constante com eles. Além de entregar conteúdo relevante, essas ações são também um ponto de contato com a marca, outro fator que reforça o brand awareness ao longo da vida dos usuários e não somente nas etapas de pré-compra.

SEO na etapa de Retenção

Sim, há estratégias de SEO após a compra também. Estas estão relacionadas aos diversos motivos pelos quais os atuais clientes podem retornar ao site, aplicativo, blog ou qualquer outro asset da marca, utilizando o Google para tal.

Dentre as estratégias, podemos citar a comunicação de atualizações e novas versões, conteúdos educacionais ajudando a usar o produto ou serviço e a utilizar corretamente todas as suas funcionalidades, dicas de aplicação prática na vida dos usuários, dicas de manutenção e conservação, entre outros.

A maioria dos usuários recorre naturalmente ao Google quando possui dúvidas ou reclamações. Se a sua marca estiver posicionada para tais conteúdos, pode ser uma vantagem estratégica.

As palavras-chave nesta etapa são variadas e não tão características como nas etapas anteriores. Mas podem ser facilmente identificadas pesquisando o histórico de relacionamento com clientes da marca, como por exemplo dúvidas e reclamações mais frequentes nos canais de atendimento.

A produção de conteúdos focada no pós-compra pode contemplar tópicos como blog posts educacionais, treinamentos em vídeo, webinários de uso do produto ou serviço, atualizações e upgrades, novidades da indústria, recursos para a solução de problemas comuns dos clientes ou ofertas de novos produtos relacionados com a possibilidade de trials. Todos estes conteúdos podem conter chamadas para pesquisas com seus clientes em troca de premiações.

As opções são variadas e o desempenho delas dependerá de cada segmento. Procure monitorar quais destas estratégias apresentam melhores resultados para a sua marca e o seu público. Para isso, o Google Analytics é um grande aliado nessas horas.

Advocacy: os advogados da marca

Os advogados da marca são aqueles clientes extremamente satisfeitos, que além de falarem bem dos seus produtos ou serviços, também a defendem contra acusações. É comum ver postagens proativas dos advogados da marca em suas redes sociais. Estes, normalmente, são os maiores influenciadores e produtores de conteúdo em comunidades e fóruns.

Uma forma estratégica, já pensando em SEO, é a própria marca promover um ambiente para estas discussões, trazendo para o seu território toda essa produção de conteúdo e "word-of-mouth" de qualidade. Estes ambientes podem ser as redes sociais da marca ou ainda fóruns de discussões e comunidades que a própria marca disponibiliza para seus clientes.

Um pouco mais sobre SEO

Quando falamos sobre SEO, automaticamente vêm em mente temas como os três grandes pilares de SEO: tecnologia, conteúdo e reputação, ou pesquisa de palavras-chave, produção de conteúdos, técnicas de link building, core web vitals, e diversos outros temas táticos da área.

Mas SEO precisa ser colocado acima disso, dentro das estratégias de comunicação da marca, ao lado das outras mídias e do planejamento de produtos e assets da empresa. Precisa ser colocado lado a lado, porém resguardando as suas diferentes características de operação.

Para definir o que deve ser otimizado no site, ou quais conteúdos devem ser produzidos, é necessário uma extensa pesquisa de mercado para descobrir o que os usuários estão buscando sobre a marca no Google, e com isso orientar a estrutura do site e os conteúdos a serem produzidos. Esta etapa de pesquisa de presença orgânica chamamos de Diagnóstico de SEO

Esqueça sitemap, title e description ou o queridinho do momento, Core Web Vitals. Isso não é SEO. SEO é projetar a estrutura técnica do site de acordo com as estratégias adotadas e as boas práticas do Google. 

A estratégia vem primeiro! E a partir dela é que são determinados quais conteúdos precisam ser produzidos, o que precisa ser abordado e em qual formato.

Voltando a focar no usuário, no Google a jornada se inicia através das palavras-chave e, para estar bem posicionado, é importante conhecer o seu mercado, entendendo quais palavras-chave são pesquisadas pelos usuários em cada momento da sua jornada de compra, com qual intenção eles buscam, em que quantidade e o que eles esperam como resultado. Somente após este entendimento podemos definir as ações de SEO apropriadamente.

Lembre-se que por trás de toda palavra-chave pesquisada no Google há uma intenção. O que precisamos agora é associar a intenção de busca à etapa correta da jornada de compra de cada usuário.

SEO e Branding

A construção de uma marca é um dos principais objetivos do marketing: criar uma marca forte, bem lembrada e que permaneça viva na cabeça dos consumidores através de um excelente relacionamento com eles. 

Uma marca bem posicionada nos resultados orgânicos do Google ganha em visibilidade, autoridade e engajamento, o que consequentemente contribui também para o seu reconhecimento no mercado. Enquanto que, do outro lado, uma marca altamente mencionada na internet e pesquisada pelos usuários, demonstra uma marca conhecida de mercado e este também é um fator de ranking para os mecanismos de busca.

É uma via de duas mãos! As marcas podem se tornar mais conhecidas e bem lembradas a partir do seu posicionamento no Google, e quanto mais uma marca for pesquisada no Google e mencionada (e linkada) em conteúdos pela internet, mais o algoritmo vai entender que se trata de uma marca conhecida e isso beneficiará o posicionamento de um site nos mecanismos de busca.

Outro fator importante para o desempenho em SEO é o CTR (click-through rate). O CTR representa a proporção de cliques que um resultado recebe em relação à quantidade de vezes que ele foi impresso. Esta métrica é utilizada para anúncios e para resultados orgânicos.

O CTR também traz a confiança como um fator, visto que os usuários tendem mais a clicar nos resultados das marcas mais conhecidas e que já carregaram seus valores na mente dos usuários, do que das marcas desconhecidas ou novas no mercado.

Acima de tudo, os resultados orgânicos são posicionados por relevância, enquanto resultados de mídia ou posicionamentos em redes sociais são promovidos pela própria empresa. O primeiro carrega consigo a credibilidade de algo natural e imparcial.

De forma prática, uma estratégia de SEO sempre vai contribuir para a construção de uma marca quando esta tiver pleno conhecimento dos seus usuários, produzir conteúdos relevantes para eles e adequados à cada etapa da jornada de compra, prover uma excelente experiência de navegação através dos seus assets em geral, uma ampla divulgação dos seus conteúdos e ações em diversas mídias e, por fim, estabelecer um relacionamento verdadeiro e duradouro através de todos os seus pontos de contato.

Isso sim é fazer SEO:

  • Pesquisa, conheça e entenda o seu mercado (diagnóstico);
  • Defina uma estratégia adequada para os três pilares de SEO: conteúdo, reputação e tecnologia;
  • Priorize as suas landing pages e a produção de conteúdo;
  • Revise e corrija a sua estrutura técnica para prover a melhor arquitetura para os conteúdos e experiência de navegação para os seus usuários;
  • Defina metas e monitore os seus resultados constantemente, ajustando as estratégias quando os resultados não forem satisfatórios;
  • Promova a cultura de SEO dentro das empresas, do contrário elas não vão entender porque seguir as suas estratégias.

Conclusão

"A construção de marca depende de, não apenas ser lembrada e querida, mas que isso seja feito com associações a significados que sejam interessantes para a marca. Por exemplo: eu lembro muito da Apple e acho uma ótima marca, mas ela já esteve associada a criatividade e liberdade e hoje está associada a exclusividade e um certo distanciamento — daí algumas campanhas de TV tentando aproximar novamente a marca de um público mais amplo. Esse ponto é importante: as associações corretas. E o SEO tem um grande papel nisso. Alguns profissionais se importam apenas com os volumes de acesso e as palavras-chave mais buscadas, mas às vezes esquecem as palavras e associações que dizem respeito ao DNA e as verdades da marca", avalia o Head de Estratégia, Gustavo Mini.

Construir uma marca no mercado que seja lembrada amplamente e relacionada a sentimentos bons na mente dos consumidores demanda muito tempo e esforço. É como as plantas na natureza, onde você precisa semear, cuidar diariamente, irrigar, garantir que esteja adequadamente exposta ao sol, espantar as pragas, aguardar o devido tempo para o amadurecimento e, finalmente, a geração de frutos. Só depois disso será possível colher e se alimentar. Isso é orgânico!

SEO é orgânico também, pois demanda os mesmos cuidados ao longo do tempo, um esforço constante e muita paciência. Demanda a estratégia correta para o público correto e isso não é amplamente conhecido no mercado. Ainda é uma atividade que muitos relacionam erroneamente à tecnologia. Desenvolvedor não faz SEO. Pelo menos não sozinho.

A marca da sua empresa pode ser o seu maior ativo, desde que você cuide dela e invista ao longo do tempo. Como já explicamos aqui, uma marca conhecida e querida pelo público demanda muito menos esforço para ser encontrada e comprada. Quando inspira confiança, ela colhe menor resistência no momento de compra dos seus produtos.

Cuide da sua marca em todos os pontos de contato com o público e não esqueça do seu desempenho nos resultados orgânicos também, pois o Google está presente em diversos momentos da vida dos seus usuários e consumidores.

E não esqueça: se você tem dúvidas ou ainda não sabe muito bem por onde começar a implementar esses dois universos no seu negócio, chama a gente que te ajudamos! 😉

Referências: 

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