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Pareto e SEO: quais os 20% das atividades que geram 80% dos resultados?

Qual a relação que podemos fazer entre Pareto e SEO? O princípio de Pareto foi citado pela primeira vez em 1896 pelo economista Vilfredo Pareto em seu trabalho para a Universidade de Lausanne, na França.

O princípio de Pareto também é conhecido como a Regra 80/20, princípio do fator de disparidade ou lei dos poucos vitais.

Vilfredo Pareto, responsável pelo conceito conhecido como 80/20 atualmente.

Pareto descreve em seu artigo como 80% da riqueza da Itália, na época, era de apenas 20% da população. Joseph M. Juran pegou esse conceito e aplicou na qualidade total, influenciando toda a indústria mundial. Hoje o conceito é amplamente aplicado em diversos setores.

Como isso se aplica nas empresas?

No desenvolvimento de software, por exemplo, a Microsoft percebeu que se esforçando para solucionar 20% dos bugs, as reclamações diminuíram em 80%.

Na gestão de projetos, começaram a aplicar a regra 80/20 para priorizar tarefas. Sempre que temos algo complexo, onde tomar a decisão do que fazer primeiro fica difícil, podemos utilizar esse princípio para auxiliar e dar o primeiro passo.

Apesar de não estar explícito e nem oficialmente divulgado, o Google parece ter aplicado o princípio de Pareto em métricas de velocidade e UX quando trouxe o Core Web Vitals para o mercado.

Até então, nós tínhamos diversas ferramentas e maneiras de medir a velocidade de carregamento das páginas. 

Pareto e Core Web Vitals

O mercado já sabia que pagespeed era um fator de rankeamento no Google e, mesmo assim, não paravam de aparecer mais opções de novas maneiras de medir esses carregamentos. 

Na época, inúmeras discussões aconteceram no Twitter com os especialistas tentando definir a importância de cada uma dessas métricas.

Em particular, um provedor de CDN explicou com dados o ponto de vista deles sobre time-to-first-byte.

Depois de algum tempo, o Google reduziu os pontos sobre carregamento da página em três métricas principais e chamou de Core Web Vitals, dizendo que seria um fator de ranqueamento e começou a se comunicar com a comunidade de desenvolvedores e SEOs via web.dev. 

Quando o Core Web Vitals virou oficialmente um fator de ranqueamento, eles somaram com segurança, criptografia (https) e experiência mobile e chamaram de Page Experience Report

Isso nada mais é do que agrupar conceitos complexos em grupos mais simples de atividade que realmente conseguimos medir e gerar resultados.

E não tem como fazer isso de maneira eficiente sem usar o princípio de Pareto.

Gráfico de Pareto.

Pareto e SEO

Costumamos dizer que SEO são 1 milhão de atividades pequenas que, no final, agrupando diversas ações, conseguimos os resultados.

Links são importantes? Muito importantes. Mas tem um monte de gente ranqueando sem fazer linkbuilding. 

SEO técnico é importante? Com certeza. Porém tem muito site gigante que acha que está bem porque tem uma marca forte, mas não tem noção do que perde por não ter um especialista qualificado em SEO trabalhando junto com outras áreas. 

E o conteúdo, é importante? Ora, sem conteúdo não há o que ranquear! Encontrar a maneira certa de educar os seus clientes, interagir, criar uma audiência, tudo isso só se faz com bons textos, vídeos, post em mídia social, interações diversas. Ou seja, conteúdo!

Mas como decidir o que fazer primeiro? O que realmente é mais importante para um projeto de SEO? Aí entra o papel do especialista. Do consultor. Porque cada empresa e cada website estão num momento diferente. 

Abaixo, citamos alguns exemplos de diferentes momentos que já acompanhamos em projetos de SEO para facilitar o entendimento: 

Exemplo 1: a empresa faz marketing de conteúdo há 3 anos com um blog que é atualizado 10 vezes por mês com produção interna. O tráfego orgânico atual é de 60 mil acessos mensais. A maioria das conversões vem do orgânico, mas ainda se gasta de R$ 10 mil a R$ 15 mil em anúncios por mês para manter o faturamento dentro das metas. 

Esse gestor já testou e sabe que aumentar os anúncios para R$ 30 mil mensais não vai gerar o mesmo volume de conversões. Aumentar o tráfego orgânico passa a ser fundamental para o crescimento da empresa.

Ele pode buscar em blogs de marketing estratégias de conteúdo, mas ele já está há 3 anos publicando regularmente. As ferramentas de SEO apontam que o nível técnico do site em wordpress é bom. Ele pegou uma recomendação de template no blog do melhor SEO do mundo. 

Ele já tem uma equipe no marketing de 3 pessoas com 1 desenvolvedor front-end dando suporte. Não adianta aumentar a equipe. Recursos limitados. 

E agora?

Exemplo 2: startup SAAS (software as a service) que acabou de receber um aporte de 10 milhões de dólares. Já tem um site em wordpress com um blog em produção e um market fit bem estabelecido. Eles funcionam no modelo de subscrição e atendem nacionalmente. 

O CEO precisa dar resultado no final do ano com um volume de vendas considerável porque haverá outra rodada de investimentos no ano que vem. Tem meta para bater. 

Nenhuma empresa de investimento vai aceitar desculpas por não cumprimento de metas. Onde ele investe esses 10 milhões?

É necessário definir bem os recursos e como fatiar o orçamento, mas tem uma coisa que todos concordam: fazer a empresa conhecida no meio do seu setor da economia é fundamental. 

Colocar o nome da empresa na mente das pessoas é parte do processo de branding e reconhecimento da marca. 

Nesse caso, anúncios conseguem apresentar a empresa para um número enorme de pessoas em um espaço de tempo que nenhum outro canal de marketing é capaz de entregar. 

Então, uma boa parcela desse orçamento vocês já sabem pra onde va:. Google Ads, Facebook, Instagram, Youtube, televisão e onde mais for possível. 

E o orçamento para SEO? Vale a pena investir em tráfego orgânico em um momento como esse? E conteúdo?

Certo, já temos bons exemplos, mas onde entra e regra de 80/20 com SEO?

Independentemente do cenário em que a sua empresa se encontra, é necessário experiência para tomar a melhor decisão dentro do contexto em que cada um se encontra.

Não julgamos que um experiente consultor vá ter todas as respostas corretas. 

Mas, só um especialista em SEO pode analisar o cenário e definir em conjunto com a empresa quais atividades precisam ser executadas de maneira eficiente para alcançar os resultados esperados. 

Um bom projeto de SEO, assim como em qualquer outra área, precisa ser estabelecido em cima de processos.

O mercado já é maduro o suficiente, com empresas como a Lume, testadas e aprovadas por seus clientes em diversos setores da economia. 

No caso do exemplo 1, seria importantíssimo analisar o cenário interno e externo (mercado), com um diagnóstico da situação atual da empresa, bem como fazer uma auditoria técnica do site antes de definir o melhor caminho. 

No caso do exemplo 2, partindo do princípio de que o posicionamento de marketing já está definido e que os anúncios estão rolando com a torneira aberta, criar os conteúdos pilares desse posicionamento é fundamental. 

Observar o funil e como esses clientes têm interagido com o site, pensar em conteúdo como produtos para atender o meio e o fundo do funil como calculadoras, conteúdo comparativo com os concorrentes, tudo isso sem perder o norte do posicionamento definido pelo marketing. 

Só um consultor com vivência em SEO pode definir os 20% das atividades que vão gerar os 80% dos resultados. E a gente pode te ajudar nisso. Quer saber como? Clique aqui!

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